NUNCA TENTE PERSUADIR O TOLO COM ARGUMENTOS. É INÚTIL!

Tolos. Se você conhece algum, vai entender perfeitamente a razão pela qual considero o caminho da persuasão lógica e racional um caminho contraproducente no diálogo com eles (se é que é possível tal diálogo!). A razão é bem simples: o tolo é, por natureza, completamente satisfeito consigo mesmo. Ou seja, ele está tão embriagado de si mesmo que a única coisa que ele consegue aceitar, no diálogo com o outro, é ele próprio e suas ideias. Nada mais lhe interessa senão confirmar ou reafirmar suas teses. Ele não consegue olhar para o outro, esforçando-se por compreendê-lo. E essa incapacidade decorre do fato de que ele foi sugestionado a acreditar em si mesmo e em suas ideias sem ter que, ao mesmo tempo, refletir criticamente sobre si mesmo e suas ideias. Em outras palavras, o tolo é aquele que foi ensinado por “autoridades inquestionáveis” a absorver inúmeros pressupostos, muitos deles plausíveis e verdadeiros, porém sem questioná-los, sem pensá-los.

Que não se entenda a tolice dos tolos como uma patologia da qual os hábeis intelectuais estão imunes! Dizer que a tolice faz parte apenas da natureza daqueles que não alcançaram o paroxismo da inteligência humana é um erro crasso que apenas os tolos cometem. É indubitável que a tolice não é, por natureza, um defeito intelectual, mas um defeito humano. Por exemplo, existem pessoas que são intelectualmente ligeiras, sacam as coisas com rapidez, mas são tolas (basta lembrar do filósofo alemão Martin Heidegger, que possuía uma notável habilidade lógico-filosófica, mas que, em um determinado momento de sua vida, defendeu os ideais nazistas). Em contrapartida, existem pessoas que são muito lentas quando pensam, mas são tudo menos tolas (Lutero, por exemplo, vivia reclamando pelos cantos da Universidade de Erfurt, na Alemanha, de que ele jamais poderia ser um teólogo de verdade porque se considerava lento demais para o raciocínio lógico; e, diga-se de passagem, muitos seguidores de Philipp Melanchthon concordariam com Lutero!).

Entender que a tolice é um defeito humano é sacar que todas as pessoas são, por natureza, tolas. Portanto, pessoas não se tornam tolas, elas no máximo deixam de ser tolas. E como elas deixam de ser tolas? Dietrich Bonhoeffer, quando estava preso por causa da perseguição nazista, escreveu inúmeras cartas. Numa delas, ele disse que “somente um ato de libertação poderia vencer a tolice; um ato de instrução ou argumentação lógica nada pode fazer para convencer o tolo de sua tolice. Antes de tudo, o tolo precisa de uma libertação interior autêntica, e enquanto isso não ocorre temos de desistir de todas as tentativas de persuadi-lo”.

Essa necessidade de “libertação interior autêntica”, enfatizada por Bonhoeffer, também pode ser encontrada entre os primeiros filósofos gregos. No livro VII da República, Platão mostra Sócrates “ensinando” para o jovem Glauco que para as pessoas conhecerem a verdade elas precisam ser primeiramente libertas. Para isso, o filósofo contou uma história sobre seres humanos que, desde o seu nascimento, estão aprisionados em uma caverna subterrânea. Eles não sabem o que é o mundo fora da caverna. Suas pernas e seu pescoço estão algemados de tal sorte que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas em direção a uma parede. Atrás deles, na entrada da caverna, há um foco de luz que ilumina todo o ambiente. Entre esse foco de luz e os prisioneiros, há uma subida ao longo da qual foi erguido um pequeno muro. Para além desse pequeno muro, encontram-se homens que transportam estátuas que ultrapassam a altura do pequeno muro. Eles carregam estátuas de todos os tipos: de seres humanos, de animais e de toda sorte de objetos. Por causa do foco de luz e da posição que ele ocupava, os prisioneiros são capazes de enxergar, na parede do fundo, as sombras dessas estátuas, mas sem verem as próprias estátuas, nem os homens que as transportam. Como nunca viram outra coisa além das sombras, os prisioneiros pensam que elas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que as sombras não passam de projeções das coisas, nem podem saber que as coisas projetadas são, na verdade, estátuas carregadas por outros seres humanos.

O que aconteceria, pergunta Sócrates a Glauco, se alguém libertasse os prisioneiros? O que faria um prisioneiro liberto daquelas algemas? Sem dúvida, olharia toda a caverna. Ao seu redor, veria os outros prisioneiros, o pequeno muro às suas costas, as estátuas e a entrada da caverna. Seu corpo doeria a cada passo dado. Afinal de contas, ele ficou imóvel durante muitos anos. Não bastassem as dores do corpo, ao se dirigir à entrada da caverna ficaria momentaneamente cego, pois aquele foco de luz que clareava a caverna, na verdade, era o sol. Porém, com o passar do tempo, já acostumado com a claridade, seria capaz de ver não só as estátuas, mas também os homens que as carregavam. Prosseguindo em seu caminho, passaria a enxergar as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não contemplara senão sombras das estátuas projetadas no fundo da caverna.

Na condição de conhecedor desse “novo” mundo, o prisioneiro liberto regressaria ao velho mundo subterrâneo. Ao chegar, ele contaria aos outros prisioneiros, ainda algemados, o que viu. Sua missão seria libertá-los, pois é somente na condição de livre que alguém pode ser capaz de contemplar o mundo das coisas tais como elas são. O que mais poderia acontecer após esse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras, pois o único mundo real é o mundo da caverna. Por isso, tentariam silenciá-lo de todas as formas. No entanto, se ele teimasse em afirmar o que viu e insistisse em convidá-los a sair da caverna, os homens das sombras o matariam. Foi assim que Sócrates concluiu o mito da caverna.

Os tolos são aqueles que tomam as sombras como se fossem as coisas mesmas. O homem-que-deixou-de-ser-tolo, porém, é aquele que não se satisfaz com as imagens projetadas no fundo da caverna, mas impulsionado pelo desejo de contemplar as coisas mesmas, arrebenta os grilhões que o aprisionam. Ao se libertar, dirige-se ao mundo verdadeiro. E quando o mundo verdadeiro se abre para ele, ou seja, no momento em que ocorre a revelação da verdade (alethéia), o homem-que-deixou-de-ser-tolo se compraz apenas em perceber sua própria tolice. Esse é o ponto. O tolo, por natureza, não sabe que é tolo, não tem consciência de sua tolice. Ele toma as sombras como se fossem as coisas mesmas. Por isso, a única maneira de um tolo se livrar de sua tolice é descobrir que ele é tolo. Mas veja, esse é o ponto de partida não o de chegada. Depois da consciência da tolice, é preciso deixar de ser tolo!

Enquanto o tolo não enxerga a sua tolice não adianta argumentar. Não adianta tentar persuadir aquele que está completamente preso em si mesmo. E por que? Porque onde há oprimidos há um opressor. Há um opressor dentro do tolo. Na conversa com ele percebe-se que não é com ele mesmo que se está tratando, mas com chavões, clichês, palavras de ordem, argumentos ad hominem, que operam nele e tomam conta de sua mente. O tolo, como diz Bonhoeffer, “está fascinado, obcecado, foi maltratado e abusado em seu próprio ser. Tendo-se tornado, assim, um instrumento sem vontade própria”.

Enfim, minha ojeriza pela tolice não deveria ser entendida como mero ódio ao tolo, mas, sim, como ódio ao poder que inevitavelmente precisa e se nutre da tolice humana.

“Hey! Teacher! Leave them kids alone!”

37 comentários:

Roberto Vargas Jr. disse...

Jonas,

Interessante seu uso do mito da caverna (posto bem didaticamente, a propósito).

Quanto aos tolos, e não importa quão sutil seja seu pensamento, bom seria que voltassem seus olhos das sombras para si mesmo, percebendo seus grilhões e a incapacidade da razão. Então a própria Luz Se lhes revelaria e seus olhos poderiam de fato ver! Teoria da iluminação, chamada eficaz... Chamemos do que quisermos. Certo é que o homem precisa reconhecer sua limitação e voltar-se ao Absoluto. E então pensar e abandonar a tolice!

Grande abraço, meu irmão,
Roberto

Jonas Madureira disse...

Roberto, meu amigo!

Dizem que para um bom entendedor uma palavra basta. Acho que você conseguiu captar em cheio as entrelinhas do discurso, rs.

Usei o mito da caverna para falar da necessidade de libertação antes da contemplação (intelecção). Mas, você sabe, há no mito de Platão um otimismo muito forte no homem como o ponto de partida no processo de conhecimento. Bom, dentro da história da teoria platônica da contemplação, acho que o ponto de vista agostiniano é o mais coerente com a Revelação. O homem não pode se libertar. Ele é um ignorante (efeitos noéticos da Queda) que para conhecer precisa da iluminação divina.

Um forte abraço, meu amigo.
Jonas

Jorge Fernandes Isah disse...

Jonas,

Parece-me que o seu texto quer dizer que ao tolo só é possível se reconhecer como tal confrontado pela verdade, Cristo. Não sei se foi esse verdadeiramente o seu desejo, mas foi o que apreendi.

E, na verdade, essa foi a minha experiência. Somente percebi-me tolo quando diante da santidade, majestade e sabedoria de Cristo, então, toda a soberba, orgulho, presunção e empáfia ruiram, e pude constatar o quanto era estúpido.

Mas, para que isso acontecesse, foi preciso que Ele retirasse a venda dos meus olhos, regenerasse minha alma, e me desse um novo coração. Sem que Cristo mudasse a minha natureza, jamais deixaria de ser tolo. Por que a verdade liberta, mas até que o Senhor opere-a em nós, é impossível conhecê-la; logo, o homem natural permanecerá um tolo, se Cristo não o regenerar. O que torna o Cristianismo bíblico a única matriz capaz de tornar o homem sábio, pois a sabedoria vem do alto.

Grande abraço!

Cristo o abençoe1

Jonas Madureira disse...

Olá, meu amigo Jorge!

Onde assino? rs

Abração!
Jonas

Ruy B. Marinho disse...

Olá irmão Jonas.

Muito interessante seu artigo, excelente!

Vou republicar, ok?

Grande abraço, em Cristo!

Jonas Madureira disse...

Manda ver, Ruy!

Um abração.
Jonas

Jorge Fernandes Isah disse...

Jonas,

como não identifiquei nenhum email seu no blog, as perguntas vão por aqui mesmo: posso republicar o seu texto no meu blog "Guerra pela Verdade", com todos os créditos, claro! E, autoriza-me a colocar um link do Teologia e Cosmovisão no meu blog principal, Kálamos? É que tenho por hábito sempre pedir, pois, vai que alguém não goste de se ver junto comigo (rsrs)...

Fico no aguardo.

Grande abraço!

MINISTÉRIO BATISTA BERÉIA disse...

Graça e paz Jonas.
Excelente texto, que Deus continue lhe dando cada dia mais unção para escrever.
Fique na Paz!
Pr. Silas

GilmarBdM disse...

Jonas,
Parabéns pelo artigo. E, Jorge Fernandes, seu comentário foi excelente.
Livrar-nos da sombra e da nossa tolice somente a graça libertadora de Jesus Cristo.
João 8:32 | "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."
Abraços
www.dialogismo.com.br

Jonas Madureira disse...

Jorge, amigo!

Claro que sim! Sinta-se a vontade para republicar o texto. Quanto ao link do Teologia e Cosmovisão, para mim será uma honra. Seu blog é um dos que mais acompanho, um dos que mais gosto. Não preciso nem dizer que fico feliz com o link do TC no Kálamos, né?

Um abração,
Jonas

PS.: Não vi no seu blog o link do Kálamos, vc tem? Se sim, gostaria de colocar tb no TC.

Jonas Madureira disse...

Pr. Silas,

é um prazer recebê-lo aqui, no TC. Seja sempre bem-vindo!

Um forte abraço!
Jonas

Jonas Madureira disse...

Obrigado, Gilmar.

Seja sempre bem-vindo!

Abraços,
Jonas

Jorge Fernandes Isah disse...

Jonas,

não tenho um banner, como o seu; sou deveras tosco em questões tecnológicas.

O que você poderia fazer é copiar o link com o endereço do blog e postá-lo no layout, Gadget, Lista de Links, e colá-lo. O procedimento é o mesmo para incluir um novo blog ou site na sua lista de link favoritos, presente na seção "Leituras".

De qualquer forma, só de tê-lo como leitor já é uma grande honra, ainda mais sabendo que você é assíduo.

Agradeço por disponibilizar link e artigo.

Grande abraço ao irmão!

Cristo o abençoe!

PS: Gilmar, obrigado pelo elogio. Mas o mérito é todo do nosso Senhor que nos capacitou a escrever (no caso do Jonas) e a ler (eu, você e os demais) reconhecendo nEle a verdade que nos liberta de toda a tolice.

Grande abraço ao irmão!

Daniel Grubba disse...

Fala Jonas,

O texto está muito bom. Espero que ele sirva para livrar alguns de uma posição puramente dogmática, tirando-os da caverna em que vivem e de onde estabeleceram contatos ilusórios com a realidade.

Parabéns meu amigo, continue nos brindando com reflexões provocativas como esta.

Estamos juntos na missão "resgate aos encavernados".

abçs,
Dani

Heitor Alves disse...

Jonas,

Parabéns pelo post. Já tinha ouvido a história da caverna dentro do contexto do filme Matrix. É basicamente isso que o primeiro filme da trilogia conta.

Os tolos são aqueles que escolhem a pílula azul, acreditando no que quiserem acreditar e se conformando à ilusória e superficial vida que vivem. É o caminho da ilusão, da ignorância.

Já os sábios são aqueles que tomam a pílula vermelha, que buscaram o conhecimento da realidade, da verdade.

O único ponto negativo do filme, que contraria os preceitos bíblicos, é que o homem escolhe voluntariamente estar preso ao mundo ilusório ou escolhe voluntariamente ser livre para conhecer o conhecimento verdadeiro das coisas. Sabemos que somos dependentes da atuação do Espírito Santo para nos livrarmos e dar-nos o conhecimento da Verdade.

Podemos até falar da Verdade para os tolos, mas sem a atuação do Espírito, eles continuarão a acreditarem que a "vida real" é aquela vida que vivem "olhando para as paredes" e não aquela vida que "está por trás" deles.

Acho interessante a conversa entre Morpheus e Neo: Neo pergunta: Por que os meus olhos doem?
Morpheus responde: Porque você nunca os usou.

Posso publicar seu post no site eleitosdedeus.org?

Um abraço

Jonas Madureira disse...

Olá, Heitor!

Gostei muito de seu ponto de vista sobre o texto. Obrigado por sua apreciação e fique à vontade para publicar o post no Eleitos.

Seja sempre muito bem-vindo, meu amigo.

Abraços,
Jonas

Norma disse...

Oi, Jonas,

Vim aqui pela mão de meu noivo, André Venâncio, e me deparo de cara com esse excelente texto!

A primeira coisa em que penso após a leitura é: "Puxa, preciso repensar algumas tentativas de diálogo com certas pessoas no meu blog." Hehehe!

A segunda tem a ver com o desejo pelo aprendizado, que se relaciona intimamente com o autoconhecimento, a humildade e a disposição para mudar. Autoconhecimento, porque precisamos reconhecer nossas lacunas interiores: "saber que não sabemos"; humildade, porque é isso que nos levará aos pés de pessoas mais sábias que nós; e, finalmente, disposição para mudar: náo adianta buscar o aprendizado e não dispor da abertura interior necessária para ser impactado por ele.

Isso pode acontecer com qualquer pessoa e em qualquer situação. Mas, de fato, a conversão do adulto é o momento mais forte dessa experiência. Lembro que, ao me converter (com 24 anos), eu me senti de uma hora para a outra deliciosamente ignorante, zerada de minhas antigas convicções, olhos arregalados diante da "novidade de vida" na minha vida: uma criança deslumbrada caminhando pelas mãos do Pai. Sensação maravilhosa!

Deus o abençoe! Estarei mais vezes por aqui.

Abraços!

André disse...

Olá, caro Jonas!

Também gostei muito de seu texto, sobretudo pela percepção de que tomar consciência da própria tolice é apenas o começo do processo de cura. Parece-me que a cura em si é como o próprio processo de santificação: algo em que devemos progredir, mas que não se completa nesta vida. E falo isso com autoridade, a partir do que frequentemente constato em mim mesmo.

Deixei um segundo comentário lá no blog do Roberto, onde nos conhecemos, mas aproveito para agradecer aqui também pelas explicações que você gentilmente forneceu por lá.

Um grande abraço!

Jonas Madureira disse...

André e Norma,

é muito bom saber que vocês gostaram do texto. Os textos que a gente escreve e que são resultado de nossas experiências diárias reverberam muito mais do que podemos imaginar. É uma alegria recebê-los aqui, no TC! Sejam sempre muito bem-vindos!

André,

também gostei demais da nossa discussão lá no blog do Roberto. Quando li seu primeiro comment fiquei muito contente. Pensei: "que bom que a gente pode encontrar na net pessoas que sacam o seu 'locus enunciativo' e se esforçam por entendê-lo!". Valeu! Ainda vou interagir por lá, rs.

Meus amigos André e Norma,

mais uma vez sejam muito bem-vindos por aqui!

Abraços,
Jonas

Jonas Madureira disse...

Daniel, meu parceiro,

valeu pelo incentivo! Estamos juntos nessa busca da "fides quaerens intellectus". A propósito, gostei muito da ideia do "Contrapontos filosóficos". Vou acompanhar os desdobramentos...

Um abração,
Jonas

Flávio disse...

Texto muito interessante, o interessante é que muitas pessoas vivem em cavernas e não tem vontade de sair...perderam a sede pela fonte....Lembrei - me do curso de Férias....o coração (preso) enganando a nefesh...e se alimentando de sombras que jamais vão satisfazer totalmente....

Um abraço

Flávio

Ricardo Mamedes disse...

Jonas,

Esse tolo a que você faz referência está inapelavelmente preso em si mesmo, algemado ao seu narcisismo. Ele está envolto nas sombras e sem qualquer desejo de se livrar delas, porque não quer a luz, ou porque confunde as sombras com a luz. Há nesse processo autodestrutivo como que um círculo vicioso que jamais sairá dos trilhos...

...E enquanto isso, as sombras continuam a se projetar na parede, incessantemente, sem que se desfaça o processo, a menos que os grilhões sejam rompidos.

Belíssimo texto!

Grande abraço.

Ricardo

Jonas Madureira disse...

Bem lembrado, Flavio! A cosmovisão judaica do coração como agressor da alma tem uma relação bastante forte com o poder que se alimenta da tolice humana. Boa lembrança!

Abraços, meu amigo,
Jonas

Ricardo Mamedes disse...

Só complementando: é bem compreensível que de fato o tolo pode ser instruído, e até mesmo "sábio". Por exemplo, o dono deste pensamento é um rematado tolo, porém, aceito como um sábio:

"E quando falamos em "abandono" - um vocábulo preferido de Heidegger - queremos dizer tão-somente que Deus não existe, e que é necessário levar até ao próprio fim as consequências de Sua ausência." (Jean-Paul Sartre).

Ricardo

Jonas Madureira disse...

É, Ricardo,

essa linha de pensamento do Sartre é bem característico do existencialismo francês. Linha que Schaeffer sempre nos lembra ser uma linha de desespero, de ausência de saída, assim como o próprio teatro sartreano representa em "Entre quatro paredes". Quando li pela primeira vez essa peça, entendi bem o que Schaeffer queria dizer com "A morte da razão"...

Abraços e seja sempre bem-vindo por aqui!

Jonas

Rev. Eugênio DelChristi disse...

Estimado Irmão Jonas!
Fiquei muito feliz em encontrar o seu Blog. Precisamos mesmo de pessoas que exercitam a Fé sem abdicar da Razão. E os Livros Sapienciais da Palavra de Deus nos incentivam para tanto. Sou mestre em Filosofia pela UFSC; estou acompanhando o seu Blog e vou colocá-lo em meus Blogs Interessantes.
http://reverendoeugenio.blogspot.com/

celsousaba disse...

Jonas, gostei do seu texto.
começarei a acompanhar seu blog.

Parabéns pela excelente palestra na FBMG na quinta feira.

celsousaba disse...

Sobre a tolice.
Fantástico a analogia do mito da caverna. O tolo ver somente sombras. Um certo conhecimento da "realidade" pelos olhos dos espíritos acomodados.
Mas, fiquei pensando, como a sociedade forma sua geração de tolos. Se os tolos não são uma necessidade na ordem de existir para que abrilhante a excelência dos sábios etc etc.
Fique na Eterna Paz.

Danilo Sergio Pallar Lemos disse...

Jonas. Voçê tem desenvolvido bons temas na area ética e de reflexões teológicas. Certamente suas palestras no Congresso neste próximo mês serão muito boas,estarei presente, com mais 8 alunos do Instituto ao qual leciono e sou Viçe-Diretor.

Hermes C. Fernandes disse...

Olá Jonas!

Parabéns pelo belo trabalho apresentado aqui no blog. Já estou seguindo!

Aproveito pra lhe convidar a conhecer meu blog, e se desejar também segui-lo, será uma honra. Seus comentários também serão sempre bem-vindos.

www.hermesfernandes.blogspot.com

Te espero lá!

Alexandre Pitante disse...

Paz, Querido.
Muito interessante este texto sobre o mito da caverna ainda não o conhecia. Que Deus em Cristo Jesus lhe continue abençoando poderosamente.

Estou seguindo o vosso blog.

Aproveito pra lhe convidar a visitar meu blog também. Avivamento pela Palavra é um blog voltado aos amantes da Bíblia sagrada como Verdade Absoluta e que só através Dela seremos mais crentes e mais cheios do Espirito Santo.

http://www.alexandrepitante.blogspot.com/

Siga-nos também.

Fica com Deus.
Um abraço, Alexandre Pitante.

André von Held Soares disse...

Salve, salve!
Bem, eu vou tentar enfiar um comentário espremido aqui, junto dos outros. Seu texto é muito bom!
E acho que me identifico bastante com ele, dados os últimos debates que tive, hehe. Mesmo sem saber direito de que lado me encaixo (dos tolos ou do outro), vou me permitir a pegá-lo para mim, do lado certo.
Parabéns pelo texto.
Um abraço!

Diogo Melo disse...

Ta aí a origem do chavão: "Religião não se discute". ;)

Alan Rennê disse...

Grande Jonas...
Primeiramente, lembro de ti quietinho na sala do Jumper, durante a validação no ano passado. Ficávamos pegando noteu pé, dizendo que você era o filho do Meister. Rss.
Brincadeiras à parte, gostaria de dizer que achei este texto excelente. Também gostaria de solicitar tua permissão para publicá-lo no Cristão Reformado.

Um abração!

Jonas Madureira disse...

Olá Alan! Como estás?

É verdade. O pessoal achou que eu era filho do Meister... kkkk

Bom, é claro que pode publicar. E parabéns pelo Cristão Reformado! Seu blog é ótimo!

Abração!
Jonas

Rodrigo disse...

"Religião não se discute" significa: "deixe os lobos donos de igrejas fazerem sua lavagem cerebral em paz". No fim, tudo são mitologias, e conhecer o máximo de mitologias é a única maneira (que eu conheço) de se aprender a diferenciar larápios de pessoas engajadas.

Abraços,
Rodrigo.

Fernando Khoury disse...

Muito boa a reflexão.

Concordo com você. Só o Espírito Santo para liberta o ser humano da caverna da tolice.

Paz!

Postar um comentário